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Integrador: criar e gerenciar integrações personalizadas

Como criar, configurar, executar e monitorar fluxos de integração personalizados entre o Ploomes e outros sistemas externos, sem depender de desenvolvimento customizado.

Escrito por Ploo

O Integrador permite criar fluxos de integração visuais dentro do próprio Ploomes, conectando o CRM a sistemas externos, como o Sankhya ou qualquer API HTTP/HTTPS, sem desenvolvimento customizado.

Nesse artigo você verá como acessar o módulo, montar, testar e publicar um fluxo, acompanhar as execuções e escrever boas descrições para a Ploo IA montar o fluxo.

O que é o Integrador?

Um fluxo é composto por um gatilho, que inicia a execução, e uma sequência de nós conectados no canvas do editor. Cada nó cumpre uma etapa: fazer uma requisição, ler ou gravar um registro, transformar dados, decidir o caminho ou repetir uma ação sobre uma lista.

O módulo se organiza em quatro abas:

  • Flows: os fluxos e as pastas da conta, com o botão que liga e desliga cada fluxo.

  • Execuções: o registro de cada disparo, com estado, horário, duração e a falha, quando houver.

  • Conexões: as credenciais usadas pelos fluxos, cadastradas uma vez e compartilhadas por toda a conta.

  • Variáveis: valores que podem ser usados como entrada de qualquer etapa, em qualquer fluxo.

Pré-requisitos

  • Ter o Integrador disponível na conta (mediante negociação comercial).

  • Ter um perfil de "Administrador".

  • Ter em mãos as credenciais do sistema externo que será integrado. Elas devem ser cadastradas como Conexão ou Variável antes de o nó correspondente funcionar.

Como acessar o Integrador

Acesse Administração > Gerar flow. A tela abre na aba Flows, com Execuções, Conexões e Variáveis ao lado.

Parte dos nós e dos campos de configuração aparece em inglês. Neste artigo, esses nomes estão escritos exatamente como aparecem na tela.

Como configurar o Integrador

Para criar um fluxo do início ao fim, siga estes passos:

  1. Acesse Administração > Gerar flow.

  2. Na aba Flows, clique em + Criar Novo > Novo Flow.

  3. Clique no primeiro nó e escolha o gatilho.

  4. Clique no + entre dois nós para adicionar cada etapa.

  5. Clique em cada nó para configurá-lo no painel à direita, até o selo Complete 1 passo desaparecer.

  6. Teste o fluxo com o botão Testar de cada nó e com o botão Testar Flow.

  7. Clique em Publicar na faixa Você tem alterações não publicadas.

As seções a seguir detalham cada etapa.

Organizar fluxos em pastas

Na aba Flows, clique em + Criar Novo e escolha Novo Flow ou Nova Pasta.

Use pastas para agrupar fluxos por contexto, como uma pasta por sistema integrado. Cada pasta mostra a quantidade de fluxos que guarda e pode ser expandida na própria listagem.

A listagem de fluxos traz, para cada linha:

  • Nome do fluxo.

  • Detalhes: os ícones das peças que o fluxo usa.

  • Estado: o botão que liga e desliga o fluxo, com o ícone do tipo de gatilho ao lado (relógio para agendado, raio para instantâneo).

  • Última Modificação e Proprietário.

  • Ações: o menu com as operações disponíveis para aquela linha.

No topo da lista ficam o campo Pesquisar flows e pastas e os filtros Estado, Conexões e Pasta, que podem ser combinados.

Cadastrar uma conexão

A aba Conexões guarda as credenciais dos sistemas que os fluxos acessam. A conexão pertence à conta, e não a um fluxo: ela é cadastrada uma vez e reaproveitada em quantos fluxos forem necessários.

Clique em + Nova Conexão para cadastrar. A listagem mostra, para cada conexão:

  • Nome e a peça correspondente.

  • Estado: ativa ou não.

  • Conectado Em: quando a conexão foi estabelecida.

  • Flows: em quantos fluxos ela está em uso.

  • Proprietário e o menu de Ações.

Os filtros Estado, Peças e Proprietário ajudam a localizar uma conexão específica.

Para trocar uma credencial em todos os fluxos que dependem dela de uma vez, use o botão Substituir. Como a conexão vale para a conta inteira, qualquer alteração alcança todos esses fluxos.

Criar variáveis

A aba Variáveis guarda valores que se repetem entre fluxos, como um código de empresa, uma URL de ambiente ou um identificador fixo. Cadastre em + Nova variável e use o valor como entrada de qualquer etapa, em qualquer fluxo da conta. Uma alteração no valor alcança todos os fluxos que usam a variável.

A listagem mostra nome, última atualização e proprietário, com filtro por proprietário.

Montar um fluxo no editor

Clique em + Criar Novo > Novo Flow. O canvas abre vazio, com o painel da Ploo IA à esquerda. No cabeçalho do editor ficam os botões Suporte, Execuções (as execuções daquele fluxo) e Versões, além do botão que liga e desliga o fluxo.

Para montar a sequência:

  1. Clique no + entre dois nós para adicionar uma etapa.

  2. Clique no nó para abrir o painel de configuração, à direita.

  3. Preencha os campos do nó.

Enquanto algum nó estiver incompleto, o canvas exibe o selo Complete 1 passo.

Escolher o gatilho

Todo fluxo começa pelo gatilho. Clique no primeiro nó para abrir o catálogo, que tem busca e as abas Explorar, Aplicativos e Utilidade. Entre os gatilhos disponíveis:

  • Schedule: gatilho periódico. Na opção Every X Minutes, o campo Minutes define o intervalo, a partir de 1 minuto.

  • Webhook: dá ao fluxo uma URL própria, que qualquer sistema externo pode chamar.

  • Manual Trigger: para executar o fluxo manualmente.

  • Human Input: para fluxos que dependem da resposta de uma pessoa.

Na aba de aplicativos, a peça Ploomes oferece gatilhos dedicados aos casos mais comuns: Contact Updated, Task Created, Task Completed e Quote Created. Há também o gatilho genérico Record Event, que dispara quando um registro é criado, atualizado ou excluído em qualquer entidade disponível na conta, inclusive nas que não têm gatilho próprio.

O catálogo traz ainda centenas de aplicativos externos, como Gmail, Google Sheets, Google Forms e Notion.

Adicionar ações

O catálogo de ações abre pelo + e se divide em cinco abas: Explorar, IA e Agentes, Aplicativos, Utilidade e Aprovações.

  • Ações Ploomes: operações de criação, leitura, edição e exclusão sobre as entidades do CRM, como Create Contact, Update Contact, Delete Contact e Create Deal. A ação Find Contacts busca por id, nome, campos personalizados ou filtro OData avançado, e as condições podem ser combinadas.

  • Ações Sankhya: operações sobre as entidades do ERP, com rótulos em português, como Criar Parceiro, Editar Parceiro, Ler Parceiro, Criar Contato de Cliente e Editar Contato de Cliente, entre outras.

  • Requisição HTTP: o nó Send HTTP request alcança qualquer API que não tenha peça pronta. Os campos disponíveis são Method, URL, Headers, Query params, Authentication, Body Type, Response is Binary, Use Proxy, Timeout (in seconds), Follow redirects e On Failure. Este último define o que acontece quando a chamada falha, inclusive interromper o fluxo.

  • Controle de caminho: o Roteador ramifica o fluxo conforme condições, o Fazer Loop em Itens percorre listas executando os nós internos a cada item, e o Delay insere uma espera.

  • Utilidade: a aba reúne Código, Connections, Data Mapper e Data Summarizer, entre outros. Use o Código quando a transformação for específica demais para uma peça pronta.

Testar o fluxo

Teste antes de publicar e, de preferência, por partes:

  • Cada nó tem o botão Testar.

  • O canvas tem o botão Testar Flow (atalho Ctrl + G).

  • No painel de um nó, Mostrar Dados de Exemplo e Retestar Passo repetem o teste daquela etapa isolada.

Publicar o fluxo

Enquanto o fluxo é editado, ele fica em rascunho e o editor exibe a faixa Você tem alterações não publicadas, com dois botões:

  • Descartar alterações: abandona o rascunho e mantém a versão que está no ar.

  • Publicar: coloca a versão nova em execução.

⚠️ Atenção: rascunho não é produção. Até clicar em Publicar, o que roda é a versão anterior do fluxo.

Depois de publicado, use o botão de estado na listagem de Flows para ligar ou desligar o fluxo a qualquer momento.

Importar um fluxo

A listagem de Flows tem o botão Importar, que carrega um fluxo a partir de um arquivo. É o caminho para levar uma integração pronta de uma conta para outra.

Montar um fluxo com a Ploo IA

Para montar um fluxo com a Ploo IA:

  1. No painel fixo à esquerda do canvas, descreva o fluxo no campo Descreva o que você precisa. Se preferir, anexe um arquivo pelo ícone de clipe ou dite o pedido pelo ícone de microfone.

  2. Clique em Solicitar.

O mesmo painel serve para refinar um fluxo que já existe.

Para saber como escrever boas descrições, veja a seção Boas práticas e exemplos de prompts, mais abaixo neste artigo.

Como utilizar o Integrador

Acompanhar as execuções

A aba Execuções lista cada disparo, do mais recente para o mais antigo, com:

  • Flow: o fluxo que executou.

  • Estado: sucesso ou falha.

  • Iniciado Em: data e hora do disparo.

  • Duração: o tempo total da execução.

  • Falha: a mensagem de erro, quando houver.

Para localizar uma execução específica, combine os filtros Flow, Estado e período. O período abre em Últimos 7 Dias, então ajuste-o antes de investigar algo mais antigo. Marque Mostrar arquivados para incluir execuções arquivadas, ou use o campo Pesquisar mensagem de erro para ir direto ao problema.

O indicador Status da Fila, no alto da tela, mostra a saúde do motor de execução.

Consultar versões e restaurar um fluxo

O botão Versões, no cabeçalho do editor, abre o Histórico de Versões do fluxo. Cada versão aparece com o número e a data e hora em que foi criada, e a versão publicada fica marcada na lista. O histórico não registra o autor nem um resumo das alterações.

Para cada versão anterior há duas ações:

  • Visualizar: permite conferir como o fluxo estava antes de decidir qualquer coisa.

  • Restaurar: volta o fluxo para aquela versão.

Boas práticas e exemplos de prompts

O painel da Ploo IA monta o fluxo a partir do que for escrito. Quanto mais decisões o texto já traz, menos ajustes o fluxo exige depois e menor o risco de ele rodar em produção fazendo algo diferente do esperado.

Esta seção reúne nove práticas para escrever a descrição, o que conferir antes de publicar e dez exemplos para adaptar.

Boas práticas na descrição

1. Informe o gatilho, a condição e o destino

Toda integração responde a três perguntas: o que dispara, quando deve seguir e o que acontece no fim. Se a descrição não responde às três, a decisão fica com a IA.

  • Vago: "integrar propostas com o ERP"

  • Específico: "quando uma proposta for ganha no Ploomes, e só se o cliente tiver CNPJ preenchido, criar um orçamento no ERP com os produtos da proposta"

2. Use o nome que aparece na tela

Escreva Negócio, Proposta, Produtos do cliente, Registro de interação, os nomes do CRM. Quando o campo for personalizado, informe isso e o cadastro a que ele pertence: "o campo personalizado Código no ERP, do cadastro de Cliente". Assim a IA identifica qual campo é.

3. Descreva o momento do disparo

Informe o momento real: "quando a proposta for ganha", "quando o negócio entrar na etapa Fechamento" ou "quando o campo Enviar ao ERP for marcado como Sim". Um campo de controle preenchido por uma pessoa dispara o fluxo só quando a proposta está pronta, o que o torna um gatilho previsível.

4. Informe o campo que identifica o mesmo registro nos dois sistemas

Integração depende de um de-para. Indique por qual campo os dois sistemas se reconhecem: CNPJ do cliente, código do produto, número do pedido.

  • Vago: "buscar o cliente no ERP"

  • Específico: "buscar o parceiro no ERP pelo CNPJ, sem pontuação, igual ao que está no cadastro de Cliente"

Se o campo não existir nos dois sistemas, resolva isso antes de montar o fluxo: a integração não cria uma chave que o cadastro não tem.

5. Grave no Ploomes o número gerado no outro sistema

Depois de criar um registro no ERP, grave o número gerado em um campo do Ploomes, como o número do orçamento ou o código do parceiro. Isso resolve duas coisas: quem usa o CRM vê o vínculo sem sair da tela, e o fluxo passa a saber que aquele registro já foi enviado.

Peça isso explicitamente: "gravar o número do orçamento no campo personalizado Nº do orçamento no ERP, da Proposta, e não criar de novo se esse campo já estiver preenchido".

Sem essa instrução, um reenvio do gatilho cria um segundo documento no ERP, e a duplicidade só aparece em uma conferência.

6. Defina o que fazer quando não encontrar

É a instrução mais esquecida e a de maior impacto. Quando o cliente não existe no ERP, quando um produto da proposta não tem código ou quando a API não responde, o fluxo deve parar ou seguir com o que tem?

Para escrita, a resposta quase sempre é parar: "se algum produto da proposta não tiver código no ERP, não criar o orçamento e registrar o motivo". Um orçamento com metade dos itens é pior que nenhum orçamento, porque parece correto.

7. Liste os campos que importam

"Todos os campos" não é uma instrução, pois cada campo exige uma decisão sobre de onde vem e o que fazer quando estiver vazio. Ao listar apenas os que importam, o fluxo fica menor, mais rápido de conferir e mais fácil de ajustar.

8. Trate os valores do seu ambiente como lacunas

Código de empresa, tipo de operação, tipo de negociação, local de estoque e vendedor padrão são valores da sua configuração, e não existe palpite seguro para eles. Deixe a lacuna escrita no prompt, como em "o código da empresa no ERP é [preencher]", e preencha depois no editor. Se o valor se repete entre fluxos, guarde-o em uma Variável.

Valor de exemplo é pior que lacuna: o fluxo roda e lança no lugar errado, sem apresentar erro.

9. Um fluxo, um objetivo

Importar produtos, exportar clientes e criar tarefas são três fluxos. Se estiverem juntos, um erro em qualquer ponto derruba os três, e a aba Execuções deixa de indicar com clareza o que falhou.

Um modelo para começar

Quando [gatilho: evento no Ploomes ou periodicidade], e somente se [condição que precisa ser verdadeira], buscar [registro no outro sistema] usando [campo de casamento].
Levar os campos: [lista].
Se [não encontrar / faltar dado], [parar e registrar o motivo / seguir sem].
Ao final, gravar [identificador gerado] em [campo do Ploomes], e não repetir a operação se esse campo já estiver preenchido.

Antes de publicar: o efeito no outro sistema

Um fluxo que cria documento no ERP não é um fluxo de leitura.

❗ Importante: dependendo da configuração do tipo de operação, criar um orçamento no ERP pode reservar estoque, movimentar saldo ou gerar lançamento financeiro. Antes de ligar um fluxo de escrita, confirme com quem administra o ERP qual é o efeito do tipo de documento que será usado.

Depois de montar: o que conferir

  1. Teste por partes. Use Testar em cada nó e Testar Flow (Ctrl + G) no canvas. Rode nó a nó antes de rodar o fluxo inteiro.

  2. Teste com um registro real e confira do outro lado. O estado verde não basta: abra o ERP e veja se o documento saiu com os valores corretos.

  3. Acompanhe a aba Execuções nos primeiros dias. Filtre pelo fluxo e pelo estado de falha.

  4. Se algo sair errado, volte pela versão. Abra Versões, visualize a versão anterior e restaure.

Exemplos de prompts

Cada cenário traz uma versão em linguagem de negócio, para colar e adaptar, e uma versão técnica, para quem já tem o de-para entre os dois sistemas mapeado. Os trechos entre colchetes são as lacunas a preencher.

Exemplo 1: enviar a proposta ganha como orçamento no ERP

Para quem vende equipamento, projeto ou produto sob medida: a proposta é montada no CRM e alguém redigita no ERP para faturar.

Versão simples

Quando uma proposta for ganha no Ploomes, criar um orçamento no ERP para o mesmo cliente, com os produtos, as quantidades e os valores da proposta
Buscar o cliente no ERP pelo CNPJ do cadastro de Cliente, sem pontuação.
Casar cada produto pelo campo Código do cadastro de Produto.
Se o cliente não existir no ERP, ou se algum produto da proposta não tiver código, não criar o orçamento e registrar o motivo — prefiro nenhum orçamento a um orçamento incompleto.
Ao final, gravar o número do orçamento no campo personalizado "Nº do orçamento no ERP", da Proposta, e não criar de novo se esse campo já estiver preenchido.
O código da empresa, o tipo de operação, o tipo de negociação, o vendedor padrão e o local de estoque são [preencher].

Versão técnica

Gatilho: Record Event em Propostas, evento de atualização, seguindo apenas quando o campo personalizado "Enviar ao ERP" estiver marcado como Sim.
Ler a proposta e seus itens.
Para cada item, usar o código do produto que já vem na linha da proposta, sem consultar o catálogo.
Resolver o parceiro no ERP consultando pelo CNPJ, normalizado para apenas dígitos.
Parar se a consulta retornar zero resultados, mais de um, parceiro inativo ou não marcado como cliente.
Montar o documento com valor unitário líquido — total da linha dividido pela quantidade — e desconto zero, para que o total do orçamento bata com o da proposta.
Gravar o número do documento de volta na proposta sem regerar o PDF.

Exemplo 2: trazer o catálogo de produtos do ERP

Para quem trabalha com muitos itens padronizados e convive com um catálogo desatualizado no CRM.

Versão simples

Todo dia às 3h, trazer do ERP os produtos ativos e atualizar o catálogo do Ploomes.
Casar pelo código do produto: se já existir um produto no Ploomes com aquele código, atualizar nome e preço; se não existir, criar.
Trazer apenas produtos ativos e de venda.
Nunca excluir nem desativar produto no Ploomes — este fluxo só cria e atualiza.
Ao final, me dizer quantos foram lidos, quantos criados e quantos atualizados.

Versão técnica

Gatilho diário às 3h no fuso de São Paulo.
Ler o ERP paginando até a página vir vazia, com filtro de ativo e uso de venda, e teto de páginas para não varrer o catálogo inteiro em caso de filtro frouxo.
Ler o catálogo do Ploomes paginado, montar o mapa Código → Id em memória e decidir criar ou atualizar fora do laço de escrita.
Parar antes de gravar se a contagem lida ficar abaixo da contagem total do ERP — ler só metade e gravar é o que cria catálogo pela metade.

Exemplo 3: criar no ERP o cliente cadastrado no Ploomes

Para quem hoje cadastra o mesmo cliente duas vezes: uma no CRM e outra no ERP, na hora de faturar.

Versão simples

Quando um cliente for criado no Ploomes com CNPJ preenchido, verificar se já existe um parceiro no ERP com aquele CNPJ.
Se existir, apenas gravar o código do parceiro no campo personalizado "Código no ERP" do cliente.
Se não existir, criar o parceiro com nome, razão social, CNPJ, e-mail, telefone e endereço, marcado como cliente e ativo, e depois gravar o código.
Se o CNPJ estiver vazio ou incompleto, não fazer nada e registrar o motivo.

Versão técnica

Gatilho: Record Event em Clientes, evento de criação.
Normalizar o documento para apenas dígitos antes de consultar — o formato de gravação do CNPJ no cadastro varia.
Consultar o ERP por CGC_CPF.
Tratar o retorno de duplicidade como parada, e não como "usar o primeiro".
Na criação, enviar o endereço em texto (cidade, código IBGE, bairro) e deixar o ERP resolver os códigos, em vez de tentar montar as chaves de cidade e bairro no fluxo.
Marcar cliente e ativo explicitamente: sem essas marcações o cadastro existe e não aparece na seleção de clientes do ERP.

Exemplo 4: enriquecer o cliente com limite de crédito e situação financeira

Consulta a bureau, cálculo de limite e política de risco acontecem fora do CRM. Trazer o resultado para dentro permite usar essa informação na negociação.

Versão simples

Toda segunda-feira às 6h, para cada cliente do Ploomes que tenha código no ERP, buscar no ERP o limite de crédito aprovado e se existe título vencido.
Gravar no cadastro de Cliente os campos personalizados "Limite aprovado", "Crédito aprovado?" e "Título vencido?".
Se o cliente não tiver código no ERP, pular sem erro — só me diga quantos ficaram de fora.

Versão técnica

Gatilho semanal.
Ler do Ploomes apenas os clientes com o campo de código no ERP preenchido, paginando com seleção enxuta de campos.
Consultar o ERP por cliente e gravar de volta apenas os campos que mudaram, para não disparar histórico de edição em massa sem necessidade.
Configurar a consulta ao ERP para não interromper o fluxo em caso de falha e contabilizar sucessos e falhas no relatório final — enriquecimento é acessório, e uma consulta que falha não deve derrubar as outras.
A contagem precisa aparecer no relatório; sem ela, a falha passa despercebida.

Exemplo 5: trazer o custo do produto para calcular margem

O Ploomes guarda preço, não custo. Sem um campo de custo, não existe margem no CRM, e a rentabilidade depende de relatório do ERP.

Versão simples

Toda noite, trazer do ERP o custo de cada produto e gravar no campo personalizado "Custo" do cadastro de Produto no Ploomes.
Casar pelo código do produto.
Atualizar apenas os produtos cujo custo mudou.
Se o custo vier zerado ou vazio, não sobrescrever o valor que já está lá — só me avisar quais ficaram sem atualização.

Versão técnica

Gatilho diário fora do horário comercial.
Ler custo do ERP em lote paginado e comparar com o valor atual no Ploomes antes de gravar, para reduzir o volume de escrita.
Nunca sobrescrever custo válido com zero: custo zerado no ERP costuma ser cadastro incompleto, e um zero propagado quebra o cálculo de margem em todas as propostas seguintes.

Exemplo 6: trazer o histórico de compras para a carteira

Sem o histórico de faturamento, o CRM não sabe o que o cliente já comprou, e a gestão de carteira depende da memória do vendedor.

Versão simples

Toda madrugada, trazer do ERP as notas faturadas do dia anterior e, para cada cliente, registrar no Ploomes o que foi comprado.
Casar o cliente pelo CNPJ e o produto pelo código.
Para cada item faturado, criar ou atualizar o registro em Produtos do cliente.
Atualizar também, no cadastro de Cliente, o campo personalizado "Data da última compra".
Se o cliente ou o produto não existirem no Ploomes, não criar cadastro novo — só me listar quais ficaram de fora.

Versão técnica

Ler cabeçalho e itens de nota do ERP filtrando pela data do dia anterior, com um teto de sanidade que derruba a execução acima de um volume esperado.
Consolidar por cliente e produto antes de escrever, para não fazer uma chamada por linha de nota.
A data da última compra precisa ser gravada em campo próprio: o campo nativo Última venda guarda o ID da última venda gerada, e não a data, e não serve de filtro de recompra.

Exemplo 7: consultar o saldo de estoque antes de prometer prazo

Trazer a disponibilidade para um campo evita a proposta que promete o que não existe em estoque.

Versão simples

A cada hora, trazer do ERP o saldo disponível de cada produto ativo e gravar no campo personalizado "Disponível" do cadastro de Produto no Ploomes.
Considerar o saldo da empresa [preencher] e do local de estoque [preencher].
Gravar também a data e hora da atualização num campo, para que quem olha saiba de quando é o número.

Versão técnica

O saldo no ERP é por empresa, local, produto e controle — não existe "saldo do produto".
Fixe empresa e local nos parâmetros do fluxo e deixe isso claro no nome do campo.
Disponível é estoque menos reservado, e a conta precisa ser feita no fluxo.
Grave o carimbo de atualização junto: um campo de saldo sem data de leitura leva quem está na tela a confiar em um número de ontem.

Exemplo 8: trazer a situação de pagamento para o time comercial

Inadimplência geralmente é um dado do ERP. Depois que ela entra no CRM, a cobrança relacional pode virar uma automação nativa.

Versão simples

Todo dia de manhã, trazer do sistema financeiro a situação de pagamento de cada contrato ativo e gravar em Produtos do cliente, nos campos personalizados "Situação de pagamento" e "Dias em atraso".
Casar pelo número do contrato.
Se o contrato não for encontrado, deixar como está e me listar quais.

Versão técnica

Gatilho diário.
Ler do Ploomes os registros de Produtos do cliente com situação ativa e número de contrato preenchido; consultar o financeiro em lote por esse número.
Gravar apenas quando a situação ou os dias em atraso mudarem — a escrita diária de valor idêntico polui o histórico e não acrescenta nada.

Exemplo 9: devolver a data de entrega realizada ao negócio

Para quem produz sob encomenda: o CRM promete um prazo, a fábrica cumpre outro, e ninguém consegue medir a diferença.

Versão simples

Quando o pedido for concluído no ERP, gravar no Negócio correspondente do Ploomes a data de entrega realizada e o status de produção.
Casar pelo número do pedido, que está no campo personalizado "Nº do pedido no ERP" do Negócio.
Se não encontrar o negócio, registrar o motivo e seguir para o próximo.

Versão técnica

Sem gatilho no ERP, use periodicidade: leia os pedidos concluídos desde a última execução e case pelo número gravado no negócio.
Guarde a marca da última leitura em campo próprio ou em variável da conta, e use uma janela com sobreposição de algumas horas — leitura incremental sem sobreposição perde registro na virada.

Exemplo 10: tarefa de follow-up com condição que vem de fora

Para acionar o time comercial a partir de uma informação que só existe no ERP.

Versão simples

Toda manhã, olhar os negócios em aberto com valor acima de [preencher] que estão há mais de [preencher] dias na mesma etapa.
Para cada um, consultar no ERP se o cliente tem título vencido.
Se tiver, criar uma tarefa para o responsável pelo negócio, com o aviso de que há pendência financeira, e avisar o gestor no canal [preencher].
Se não tiver, não fazer nada.

Versão técnica

Leia os negócios com filtro OData por situação em aberto, valor e dias na etapa, trazendo apenas os campos necessários.
A consulta ao ERP é o que justifica o fluxo: se a condição fosse só de campos do Ploomes, uma automação geral periódica resolveria sem integração nenhuma.
Evite recriar a tarefa todo dia para o mesmo negócio — grave a data do último aviso num campo e filtre por ela.

Perguntas frequentes

Preciso saber programar para montar um fluxo?

Não. O editor tem o painel da Ploo IA à esquerda, onde você descreve em texto o que precisa, com anexo de arquivo e ditado por voz. O nó de Código fica disponível para quando a transformação for específica demais para uma peça pronta.

O que eu edito já vale para a operação?

Não. O editor trabalha em rascunho e avisa com a faixa Você tem alterações não publicadas. Até você publicar, o que roda é a versão anterior.

Como eu volto atrás em uma alteração?

Se o rascunho ainda não foi publicado, use Descartar alterações. Se a alteração já está no ar, abra Versões, visualize a versão anterior e restaure.

Como eu descubro que um fluxo falhou?

Pela aba Execuções. Cada disparo traz estado, horário de início, duração e a mensagem de falha. Filtre por fluxo, estado e período, ou busque direto pela mensagem de erro.

E se a API do outro lado não responder?

O nó Send HTTP request tem o campo Timeout (in seconds) e a configuração On Failure, que define o que acontece quando a chamada falha — inclusive interromper o fluxo em vez de seguir com dado pela metade.

Cada fluxo precisa da própria credencial?

Não. A conexão é da conta, e a listagem mostra em quantos fluxos ela está em uso. Para girar a chave, Substituir resolve em todos de uma vez.

Só dá para integrar com Ploomes e Sankhya?

Não. Os dois têm peça dedicada com operações sobre suas entidades, mas o catálogo traz centenas de aplicativos — e o nó de requisição HTTP alcança qualquer API que não tenha peça pronta.

Qual entidade do Ploomes o gatilho alcança?

Há gatilhos dedicados para os casos mais comuns e o Record Event, que dispara em qualquer entidade que a sua conta expõe, inclusive as que não têm gatilho próprio.

Onde eu guardo um valor que se repete em vários fluxos?

Na aba Variáveis. Você cadastra uma vez e referencia como entrada de qualquer etapa, em qualquer fluxo da conta.

Posso reaproveitar um fluxo em outra conta?

Sim. Use o botão Importar na listagem de Flows para carregar o fluxo a partir de arquivo.

Glossário

  • Fluxo (flow): a integração configurada no editor, composta por um gatilho e uma sequência de nós conectados.

  • Nó: cada etapa de um fluxo, que pode ser um gatilho, uma ação, uma transformação, uma decisão ou um loop.

  • Canvas: a área visual do editor onde os nós são posicionados e conectados.

  • Gatilho: o nó que inicia a execução. Pode ser periódico (Schedule), por webhook, por evento no Ploomes, manual ou por entrada humana.

  • Rascunho: o estado de um fluxo com alterações ainda não publicadas.

  • Publicar: a ação que coloca a versão atual do rascunho em execução.

  • Conexão: a credencial de um sistema externo, cadastrada na conta e compartilhada entre os fluxos que a usam.

  • Variável: um valor cadastrado na conta e usado como entrada de qualquer etapa.

  • Execução: cada disparo de um fluxo, registrado na aba Execuções.

  • Versão: o estado do fluxo em uma publicação, guardado no Histórico de Versões e restaurável.

  • Peça: o conector de um sistema ou utilitário, como Ploomes, Sankhya, HTTP, Código, entre centenas de outros.

  • Roteador: o nó que ramifica o fluxo em caminhos diferentes conforme condições.

  • Fazer Loop em Itens: o nó que repete os nós internos para cada item de uma lista.

  • Pasta: o agrupamento de fluxos na aba Flows.


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